quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Será que um dia as coisas mudam?

As linhas a seguir não posso dizer que são necessariamente uma postagem com intenção de postagem (que confuso!). Talvez seja só um desabafo.... Oooops, espera aí! Também não é pra tanto! Acho que o que vem por aí é somente uma resposta pública a um e-mail que recebi! rs!
A verdade é que eu não estava pensando em escrever, por agora, alguma coisa que tivesse relação com empregos ou com as tentativas de conseguir um, afinal, a ideia é diversificar para não dar uma cara tão séria ao blog e para não segmentar, mas hoje recebi uma mensagem de um querido amigo que contestou o fato de eu ter escrito semana passada falando mal das práticas do mundo dos negócios e ter me inscrito ontem em um site de relacionamentos voltado para isso (que na verdade nem sei ainda como funciona, mas, provavelmente, é um facebook corporativo).
Acontece que, assim como eu, conheço centenas de pessoas procurando incessantemente por um emprego de qualidade, que proporcione bom salário, estabilidade e a tranquilidade para fazer projetos de futuro. Certamente esse tipo de procura existe em qualquer lugar do mundo, a diferença, acredito eu, é na forma com que o governo de cada país trata do seu povo. Um exemplo que posso dar hoje em dia é da Nova Zelândia, afinal, é aqui que moro até a presente data!
Aqui todos (mas todos mesmo) os cidadãos neozelandeses tem a oportunidade de um bom emprego pois o governo da assistência estudantil de qualidade para qualquer um que se interessar, independente da idade, e até mais do que isso! Quem não trabalha recebe uma ajuda do governo semanal que equivale a mais de um salário mínimo no Brasil, além de entrar em um programa que ajuda a encontrar um novo e bom emprego. É por isso que tem muito imigrante aqui! Porque o serviço de lavar os pratos, aparar a grama e produzir o vinho fica pra gente!
Há pouco tempo houve a mudança do primeiro ministro, e, se mudou alguma coisa, foi para nós, que viemos de fora, e que agora não possuímos mais tantas regalias quanto antes, mas para os nativos, nada está diferente! Pergunta pra algum deles se estão infelizes com a Nova Zelândia? A resposta é sempre a mesma: “eu adoro meu país!”
Pronto! Olha aí a diferença! Porque eu também adoro o meu país! Terra de gente bonita, criativa, interessante (que mesmo com um frio de doer não deixa de sair de casa pra tomar aquela  sagrada cervejinha), e que também tem paisagens de tirar o fôlego (pois, exceto pela montanhas de neve, o Brasil não deixa nada a desejar!). Então... qual é mesmo a diferença? Infelizmente é o modo de governar. Nessa luta infinita entre PT e PSDB, só quem perde somos nós, os legítimos brasileiros que, longe ou perto, tanto se orgulham da pátria amada (que nem é mais tão gentil assim).
Então, para aqueles que podem votar, mesmo tendo a certeza que muito pouco vai mudar, boa sorte na nova escolha! E para todos que ainda estão a mercê da sorte, esperando o dia de poder respirar aliviado, sem contas e constantes indecisões, acho que o negócio é ir contestando as injustiças e loucuras desse monstro corporativo, mas sem brigar com ele! Porque, até chegar o momento de encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris, o negócio é ir adaptando as estratégias e sendo eternamente camaleão! Não é mesmo, Guilherme?!